e de repente estatelamo-nos na evidência
não nada de assombros nada de brisas líricas
penteando o meu deus tão calcinadíssimo cocuruto
dos dias
a evidência só de sabermos haver um amontoado de gotas
em trabalho de um rigor impossível
em acumular de restolho vindo
dos sucessivos quintais de pretéritos tropeços
um lago já granítico que assim sem mais
refulge
como o improvável zinco desse
fragmento perdido
de um verão obtuso
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